Todos contra Trump

Sem comentários Rudá Sudário

Einstein nunca disputou uma eleição, porém, por ser judeu em pleno nazismo, sofreu algumas críticas e humilhações dignas de candidato em campanha. Em dado momento, cientistas lançaram o livro “Cem autores contradizem Einstein”, ao que Einstein respondeu: “Por que cem? Se eu estivesse errado, bastaria somente um”.

Recentemente, um grupo reunindo cerca de 100 artistas da música e do cinema firmaram um documento pela “união contra o ódio”, para impedir que Donald Trump chegue a presidência dos EUA. Além de Obama, o presidente do país, Bill Clinton, o homem mais carismático do mundo e de integrantes do próprio Partido Republicano, no bolo contra Trump acrescentam-se diversas ONGs, quase todos os grandes jornais americanos, a maioria dos empreendedores do Vale do Silício e recentemente bilionários famosos. Na lógica democrata, um bilionário muito mais bilionário dizer que Trump e seus míseros 4,5 bilhões (Forbes) representam a incompetência empresarial, é uma verdade irrefutável.

Mark Cuban, US$ 3,2 bilhões, disse que Trump precisou “pedir ao papai um pequeno empréstimo de milhões de dólares” ao iniciar a carreira.

Michael Bloomberg, US$ 48 bilhões: “…Trump deixou para trás um registro bem documentado de falências, e milhares de processos, e acionistas irritados, e empreiteiros que se sentiram trapaceados, e clientes desiludidos que se sentiram roubados. Trump diz que vai gerir a nação como seus negócios. Deus nos ajude.”

Warren Buffett, US$ 64,4 bilhões, se referindo a oferta pública das ações do Trump´s Hotels & Casino Resorts: “…Se, em 1995, quando ele ofereceu esta companhia, um macaco tivesse jogado um dardo na página de ações, o macaco, em média, teria feito 150%. Mas as pessoas que acreditaram nele, que ouviram seu canto de sereia, saíram perdendo bem mais de 90 centavos por dólar…”

Enquanto mais eminentes americanos se unem, mais o candidato republicano sobe nas pesquisas. Parece que o povo americano entendeu a lógica de Einstein, se Trump fosse tão ruim, para acabar com sua campanha, não bastaria apenas um?

Rudá Sudário

Editor-chefe do Tendência Econômica