Referendo italiano preocupa mercado

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Depois de Trump e Brexit, mais uma votação poderá estremecer a economia mundial. Neste domingo, dia 04 de dezembro, os italianos irão votar se aceitam ou não a reforma política que, entre outras mudanças, prevê o fim do sistema bicameral, tirando do Senado o poder de legislar.

Em 2014, o primeiro-ministro, Matteo Renzi, prometeu simplificar o sistema político para facilitar as reformas necessárias para tirar o país da situação econômica precária que persiste desde a crise de 2008: crescimento baixo, desemprego alto e um sistema bancário destruído. Grandes bancos como o UniCredit e Banca Popolare di Milano caíram mais de 60% este ano na bolsa italiana. O Banca Monte dei Paschi di Siena já cai mais de 85%, 5,39% apenas hoje.

Os bancos italianos sofrem com um volume de empréstimos ruins no valor de U$400 bilhões, segundo o FMI. O mercado teme que a instabilidade política com a efetivação da ameaça do primeiro-ministro de renunciar caso a reforma não seja aceita, traga uma perda de tempo preciosa para o encontro de uma solução para o sistema bancário italiano, um dos maiores do mundo (U$4,3 trilhões) e que tem potencial para derrubar a economia européia se não tiver a situação solucionada.

O grupo a frente da campanha pelo não é liderado pelo comediante e blogueiro Beppe Grillo, fundador do 5 Star Movement, partido de direita que já levou as prefeituras de Turín e Roma e está com a popularidade em alta. A renúncia do primeiro-ministro daria forças para o partido assumir o governo central, o que não é do interesse do establishment.

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