Próximos passos da política européia

Sem comentários Rudá Sudário

2017 será um ano movimentado para a Europa e, dependendo dos acontecimentos, suas consequências trarão grandes mudanças para o resto do mundo.

Eleições ocorrerão em importantes países fundadores do projeto da União Européia: França, Alemanha, Holanda e talvez Itália. Fora a Alemanha, todos eles apresentam grandes chances de uma mudança radical no status quo, e são essas mudanças que colocam em alerta o cenário internacional.

Na Holanda, cuja eleição será dia 15 de março, quem lidera as pesquisas é o “Party for Freedom”, sob a liderança de Geert Wilder, favorável à saída do país da União Européia e contra o que ele chama de “islamificação da Holanda”.

Na França, a onda nacionalista é representada por Marine Le Pen, que deve enfrentar François Fillon, em abril. Enquanto Fillon é partidário do poder ao livre mercado e privatização, Le Pen defende a força da economia nacional e controle imigratório.

Na Alemanha a situação tende a se manter, com a reeleição de Angela Merkel. O caso que se deve dar mais atenção é o da Itália. Devido a paralisia econômica e a grave crise bancária que o país enfrenta, as consequências do embate político podem levar a Itália a deixar a União Européia. Motivos para o eleitorado buscar uma mudança brusca não faltam e a personificação dela na Itália é o comediante/blogueiro Beppe Grillo, anti-establishment, anti-imigração e a favor da saída da UE. Wilder, Le Pen e Grillo: em comum as acusações de populismo e versão Trump de seus países.

Rudá Sudário

Editor-chefe do Tendência Econômica