Problemas em Singapura e Hong Kong

Sem comentários Rudá Sudário

A Bloomberg publicou recentemente uma matéria sobre a repercussão da desaceleração chinesa nas economias de Singapura e Hong Kong. Hong Kong enfrenta uma queda nas vendas do varejo, assim como o mercado imobiliário mais fraco dos últimos 25 anos. Singapura vê uma desaceleração das exportações e nos serviços financeiros.

“Enquanto centros financeiros, ambas as cidades não podem escapar das forças geopolíticas e econômicas vindas da China,” disse Andrew Sheng, membro do Asia Global Institute em Hong Kong, e que trabalhou anteriormente na Autoridade Monetária de Hong Kong e no banco central da Malásia. “Então a desaceleração irá afetar ambas.”

Enquanto os fluxos de capitais internacionais desaceleram, os bancos encontram dificuldade em aumentar os lucros, diminuindo as contratações e as bolsas de valores entram em dificuldades. Esse movimento é o contrário dos anos anteriores, em que o rápido crescimento chinês levou as grandes indústrias a voltarem-se para o know-how das instituições financeiras das duas cidades, elevando rapidamente os ganhos dos bancos, aumentando o turismo e o comércio de luxo.

O setor financeiro correspondeu em 2015 a 5% da força de trabalho e 13% do PIB em Singapura, de acordo com o Ministro do Comércio e Indústria. Em Hong Kong, o setor chegou a 16,6% do PIB e 6,3% da força de trabalho em 2014, de acordo com dados do governo.

Rudá Sudário

Editor-chefe do Tendência Econômica