Para ler: Benjamin Franklin

Sem comentários Rudá Sudário

Walter Isaacson – autor também de biografias de Einstein, Jobs e Kissinger – conta neste livro a história de Benjamin Franklin, o rosto na nota de 100 dólares e que Thomas Jefferson proclamou “o maior homem e ornamento da época”.

Foi o mais bem-sucedido guru da autoajuda do planeta quando o termo e o selo do New York Times não existiam. Thomas Mellon considerou sua autobiografia o ponto de inflexão de sua vida: “Ali estava Franklin, mais pobre do que eu, que, por economia, diligência e frugalidade, se tornou culto e sábio e se elevou à riqueza e à fama”. Andrew Carnegie foi estimulado não apenas nos negócios como também atribui a Franklin sua inspiração no exercício da filantropia.

Sua biografia é um “hino ao esforço”. Saindo da pobreza por meio do comércio e apoiado em suas virtudes, tornou-se b franklinum dos homens mais importantes do seu tempo mudando o mundo a partir de cada atividade em que se meteu. No jornalismo lutou pela defesa da liberdade de expressão e advogou pela imparcialidade da imprensa (foi pioneiro também na defesa da coluna de fofocas: “[…]se alguém se ofender com minha exposição pública de seus vícios privados, prometo que terá a satisfação, em um tempo muito pequeno, de ver seus bons amigos e vizinhos nas mesmas circunstâncias”). Foi o diplomata americano mais importante nas negociações que levaram a independência americana. Revolucionou o conhecimento da eletricidade, das correntes marinhas, meteorologia… Fez estudos populacionais que influenciaram as pesquisas de Adam Smith e Thomas Malthus… Inventou o para-raios, a harmônica de vidro (Mozart e Beethoven compuseram peças utilizando o instrumento) e foi o membro mais experiente da “assembleia de semideuses” que criaram a Constituição mais bem-sucedida da história da humanidade.

Benjamin Franklin criou os Estados Unidos que conhecemos a sua imagem e semelhança. Sua filosofia pragmática, seu humor simplório, inventividade, a sociedade entre a prática do individualismo e a valorização da meritocracia com a cooperação comunitária, os valores do comércio e o pluralismo de ideias. Poucos homens deixaram tão grande legado para a humanidade.

Rudá Sudário

Editor-chefe do Tendência Econômica