Moody’s rebaixa rating da China

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Depois de quase 30 anos sem corte, a China teve, ontem, o rating rebaixado pela Moody’s. A justificativa foi que o alto endividamento somado a queda do crescimento da economia aumentou o risco financeiro do país.

A Moody’s já havia rebaixado a perspectiva do rating de estável para negativo em março de 2016, citando o crescente endividamento, baixa nas reservas internacionais e incerteza política. Quase um mês depois a Standard & Poor’s também alertou que o endividamento pressionava o rating da nação. O Ministro das Finanças chinês reagiu dizendo que “Esses pontos de vista superestimam as dificuldades enfrentadas pela economia chinesa e subestimam a capacidade da China de aprofundar as reformas estruturais e expandir a demanda agregada”.

O endividamento total da China passou de 160% do PIB em 2008 para 260% em 2016, de acordo com a Bloomberg Intelligence. Apesar do rebaixamento aumentar moderadamente o custo de empréstimos para o governo e empresas chinesas no mercado internacional, a dívida externa atual gira em torno de apenas 12% do PIB, de acordo com o FMI, de modo que o impacto inicial não será tão grande como nos casos de países dependentes de capital estrangeiro.

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