Eleição francesa e risco chinês

Sem comentários Rudá Sudário

Mesmo com as pesquisas apontando Macron como vencedor do segundo turno francês, ele saiu vitorioso, diminuindo em grande parte o risco de turbulência política no mercado europeu. O novo governo ainda precisará garantir apoio do congresso nas eleições legislativas de junho, visto que Macron é membro de um pequeno partido e terá ainda que formar uma maioria que o permita implementar sua agenda pro-business de reforma trabalhista, diminuição de impostos e investimento em infraestrutura.

Os olhos do mercado saem da Europa para a China. Nos últimos dias, os preços em queda de metais industriais têm refletido a crescente preocupação do mercado com a desaceleração e endividamento da economia chinesa. A China é responsável por metade das compras internacionais de minério de ferro, cobre e zinco, entre outros metais. A produção recorde das petrolíferas americanas também está derrubando o preço do petróleo.

A queda do preço das commodities industriais somada a esperada subida dos juros americanos em junho tem elevado o risco para os mercados emergentes. Uma valorização da moeda americana como consequência da curva de juros ascendente do mercado americano elevaria a dívida de diversas empresas que se beneficiaram dos juros mínimos dos últimos anos.

Rudá Sudário

Editor-chefe do Tendência Econômica