Donald Trump conta porque evitou candidatar-se a presidente anteriormente

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O livro “Como Ficar Rico” foi lançado em 2004 pelo hoje presidente americano, Donald Trump. Em pequenos capítulos ele da dicas e regras pessoais sobre negócios, experiência e aprendizado, dinheiro, táticas de negociação e estilo de vida. Em um capítulo entitulado “Olhe com cuidado antes de mudar de carreira” ele conta:

“Em 2000, pensei em candidatar-me a presidente dos Estados Unidos, como candidato de um terceiro partido. Minhas propostas envolviam algumas áreas sensíveis: corte de impostos para a classe média, acordos comerciais mais rigorosos, proibição de dinheiro não-regulamentado em campanhas políticas, reforma abrangente da assistência médica. Constituí um comitê exploratório e encontrei-me com líderes do Partido Reformista. Mas, no final das contas, percebi que gostava muito dos meus negócios para candidatar-me a um cargo público.

Lembra-se da regra que mencionei antes sobre não enrolar? Isso talvez funcione em negócios, mas, em política, geralmente é preciso tomar cuidado com as palavras. Sou muito franco para ser político. Ainda por cima, não é de hoje que tenho aversão a apertos de mão (daqui a pouco falarei mais sobre esse aspecto). Se eu tivesse entrado na corrida, não seria muito popular. Mesmo durante os poucos meses em que considerei a hipótese de ser candidato, percebi que as pessoas começaram a tratar-me de maneira diferente – com mais reserva e com menos amizade. Antes, eu era The Donald, alguém para quem acenavam e sorriam. De repente, o jogo mudou, e não gostei muito das novas regras. Um cara de quem eu era amigo havia anos encontrou-se comigo em Le Cirque e pela primeira vez na vida chamou-me de ‘Sr. Trump’. Até então, sempre me chamara de ‘Donald’. Aquilo foi realmente um aviso.

Muitos homens de negócios bem-sucedidos acham que podem aplicar suas habilidades gerenciais em política, mas já percebi que apenas uns poucos, como Michael Bloomberg e Jon Corzine, se dão bem. A maioria não tem temperamento para a nova carreira.

Há um aspecto mais amplo aqui, que vai além das considerações óbvias sobre não confundir talento para política de escritório com dom para política eleitoral. Qualquer pessoa com um pouco mais de curiosidade e ambição se sentirá tentada, em algum momento, a experimentar diferentes desafios em novos territórios. Assuma o risco, mas, antes de mergulhar de corpo e alma, faça o possível para avaliar em que você está entrando e certifique-se, tanto quanto for capaz, de que tem a mentalidade certa para o novo empreendimento.”

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