Andrew Carnegie acreditou poder resolver o problema entre ricos e pobres

Sem comentários Rudá Sudário

Em 1889 Andrew Carnegie publicou na North American Review “The Gospel of Wealth”, um artigo com a intenção de solucionar a desigualdade entre ricos e pobres, segundo ele o grande problema de sua era.

Carnegie inicia defendendo o modelo de livre competição que foi responsável por criar a sociedade mais desenvolvida da história até então. Como resultados negativos ele diz que o modelo concentrou a riqueza nas mãos de poucos, criando uma desigualdade arriscada para o futuro da sociedade e do modelo que se mostrou não apenas benéfico, mas essencial – “…enquanto isso pode ser por vezes difícil para o indivíduo, é o melhor para a raça,”.

Sua proposta para que a sociedade possa manter o modelo vitorioso e progredir de forma sustentável é que os donos de grandes fortunas utilizem-na para criar parte dos meios para ajudar aqueles que buscam se desenvolver e crescer. Ele sugere a criação de bibliotecas públicas que contribuem para a mente, parques e meios de recreação, que contribuem com o corpo, arte, para proporcionar prazer e apurar o gosto e instituições públicas diversas que possam melhorar a condição geral das pessoas. O rico deve contribuir com meios calculados para que a riqueza excedente seja investida de uma forma que beneficie a sociedade por gerações.

“Esse é o problema a ser resolvido entre ricos e pobres. As leis de acumulação e distribuição serão deixadas livres. O individualismo continuará, mas o milionário será como uma poupança para o pobre, tendo a confiança da comunidade para  cuidar de parte de sua crescente riqueza por um período, porém, administrando-a de forma muito melhor da que ela poderia fazer por si mesma”. Ele então diz sua famosa frase: “O homem que morre rico morre em desgraça”.

12 anos depois de publicar sua proposta ele vendeu sua Carnegie Steel Company para JP Morgan por 480 milhões de dólares, tornando-se o homem mais rico do mundo. Ao morrer, 18 anos depois, havia doado 350 milhões para projetos filantrópicos.

Rudá Sudário

Editor-chefe do Tendência Econômica