A sucessão de Warren Buffett

Sem comentários Rudá Sudário

A mais aguardada sucessão da história corporativa americana é o nome que substituirá Warren Buffett, 85, como CEO da Berkshire Hathaway.

Glide, uma fundação e igreja de São Francisco, é a beneficiária do famoso leilão do eBay “Power Lunch with Warren Buffett”, realizado anualmente. O primeiro arremate foi de US$25.000,00, em 2000. Soma singela comparada aos lances ganhadores de 2010, US$2.626.311,00, e o lance de 2011, 100k a mais (US$2.626.411,00). Ambos de um vencedor anônimo. 

O vencedor era Ted Weschler, gestor de um fundo hedge chamado Península Capital Advisors (nenhuma relação com o fundo familiar da família de Abilio Diniz), criado em 1999 e que por 11 anos cresceu a uma taxa média anual de 26%. Número excelente, visto que passou por duas grandes crises (.com e imobiliária).

Eis que, após o segundo “lunch”, Warren Buffett o convidou para trabalhar na Berkshire gerindo alguns investimentos e complementando o time da empresa que um ano antes havia contratado Todd Combs, outro gestor de sucesso.

Desde então Buffett vem preparando os dois possíveis candidatos – que em 2013 bateram o S&P 500, que havia subido 32,15% – a sucedê-lo na presidência da empresa.

“Em um ano em que a maioria dos gestores de patrimônio acharam impossível bater o S&P 500, ambos, Todd Combs e Ted Weschler o fizeram com folga”, disse Buffett na época. “Eu preciso confessar que os investimentos deles superaram os meus. (Charlie diz que eu deveria acrescentar ‘por muito’). Se essas comparações humilhantes continuarem, eu não terei outra escolha a não ser parar de falar sobre eles. Todd e Ted também criaram valor significativo para vocês (acionistas) de várias maneiras não relacionadas aos trabalhos em seus portfólios. Suas contribuições estão apenas começando: ambos possuem o sangue da Berkshire nas veias”, terminou Buffett, mostrando que além de grande comprador é um ótimo vendedor.

Rudá Sudário

Editor-chefe do Tendência Econômica